segunda-feira, setembro 19, 2005

Hip-Hop 4+4

HIP HOP


Salve a todos,
Que o Hip-Hop tem 4 elementos todo mundo já sabe, mas o que eu tenho observado ultimamente (e com muito orgulho) é que o Hip-Hop está expandindo as suas culturas. Isso me deixa muito satisfeito, pois está indo para um lado bom de divulgação que é a internet. O RAP está tomando a internet de assalto (no bom sentido é lógico), como um grande meio de divulgação da nossa cultura com ótimos sites e ótimos blogs (conheça alguns nos links ao lado), que contribuem em muito para o nosso conhecimento, pois como todos sabem, informação é tudo...só que infelizmente não adianta você ligar a televisão e tentar achar algo sobre o RAP de verdade, nem a mtv que é o canal de música do Brasil dá atenção pro RAP, apenas contribui com o preconceito que tem com o YO! que tem somente duas horas semanais sendo que uma é reprise, e é transmitido em uns horários péssimos, 0:00 6ª-feira e reprise 2:00 da madruga do sábado pro domingo.
Voltando ao assunto, a internet é um ótimo lugar pra divulgação do nosso movimento e veio muito bem vinda à nossa cultura, mas ainda acho necessário mais 3 elementos a serem incluídos no Hip-Hop. São eles: Política, Informação+Cultura e Polícia.
Política: O Hip-Hop tem que se envolver mais na política, fazer barulho na câmara, no congresso, precisamos de um representante do movimento lá em cima pra brigar pelas nossas causas, pelo pobre. Um mano com a nossa ideologia, não só um, mas um monte.
Vamos por uns guerreiros pra lutar pela gente que precisa. Eu estou tentando fazer um trabalho voluntário pra ajudar uns irmão aí (quem anda comigo sabe o que eu to falando), e não to conseguindo, porque não tem um mano na política que entende o nosso lado.
Informação+Cultura: Escola mano....estudo, não adianta a gente ficar sempre se lamentando que a vida é injusta, vamo se esforçar...terminar o 2º grau, que tem muito mano aí vacilando sem estudo, tá ligado! aí não adianta né?
E não é só isso não...faculdade também, mano. Vamo invadi as faculdades, como? Tem muito mano aí que trampa pra compra carro na prestação...enquanto isso tem faculdades por aí que custam mais ou menos o preço de uma prestação de um carro (R$400,00) e que duram só dois anos. Ta certo que você não vai se comparar com um cara que faz uma faculdade boa como usp e mackenzie, mas isso já te abre várias portas pra você crescer depois, tá ligado.
O nosso "dialeto", como diz os Racionais, é da hora, "a gente vamo", "é nóis", etc. mas a gente não precisa falar brusa e pobrema...pra não ficar sendo motivo de piadas de programas idiotas do horário nobre como aquele lixo de sai de baixo, que ainda bem que acabou, não dava pra agüentar fdp falando que odeia pobre na TV, depois via os mano pendurado na porta do busão ou se espremendo no trem repetindo isso, aí é demais!
Polícia: Esse assunto é muito grande e eu prefiro falar só dele numa outra hora, mas aí, não adianta a gente ficar só reclamando que eles não tão dando a mínima, e denunciar...vocês já sabem né? Temos que nos envolver também! Um olhar pelo outro, cuidar do próximo.Vocês vão entender o que eu quero dizer assim que publicar esse outro texto mais pra frente, por enquanto deixa assim. Só finalizando, quero deixar claro que a minha intenção não é mudar o Hip-Hop, nem tenho a mínima condição pra isso (quem sou eu?). Só quero deixar claro aqui o quanto estou satisfeito em ver o RAP tomando conta e se divulgando na net, e a minha vontade de ver o nosso povo viver melhor.
Por isso mesmo que eu queria chamar esse movimento de Hip-Hop 4+4 elementos e não de 8 elementos, porque ninguém pode mudar o que já foi conquistado e que está muito bem. São apenas 4 novos sem mexer nos 4 originais, certo!
Ninguém pode com o Hip-Hop!

Trabalho Voluntãrio

É ISSO AE GALERA! DIVULGANDO O TRABALHO VOLUNTÁRIO


Matéria Associação Zumaluma ( 13 / 05 / 2005 )

Por: Bocada-Forte

Pessoas com muito fazem pouco ou quase nada e pessoas com pouco fazem muito. Essa é uma grande realidade em nosso país. O povo pobre é solidário, ajuda o próximo e tira leite de pedra quando se propôe a ajudar. No extremo sul de São Paulo, no bairro Jardim Santa Teresa, na cidade de Embú das Artes está uma das provas desse fato, a Associação Zumaluma. Sem fins lucrativos e com poucos recursos, a Associação mantém uma biblioteca comunitária, com espaço para oficinas de Hip-Hop, capoeira, aulas de inglês, percussão, artesanato e ginástica. Tudo isso no centro de uma favela, a Favela do Inferninho. No mesmo lugar onde a miséria traz conseqüências ruins para o povo, como o tráfico e o consumo de drogas, o pessoal da Zumaluma resiste e tenta mostrar para as crianças, jovens e adultos, outros caminhos através da leitura, da arte e da cultura.

A relação com o crime é de total respeito, cada um cuida da sua vida e as atividades na Associação seguem tentando fazer com que o povo da favela se interesse pela leitura e participe das oficinas e aulas, todas gratuitas. A precariedade e a falta de recursos não amedrontam o pessoal da Zumaluma, uma máquina de escrever antiga para fazer as carteirinhas, um computador para cadastrar os livros, uma impressora matricial e uma impressora mais moderna (parada por falta de tinta) e um aparelho de fax são parte da estrutura administrativa da biblioteca.

O idealizador do espaço, foi Vulto (integrante do grupo de Rap Diagnóstico), que resolveu se apropriar do espaço dentro da favela em maio de 2002. Antes disso a casa era usada para o desmanche de motos e carros e para a venda e o consumo de drogas. Mensagens positivas e frases de conscientização escritas ou fixadas na parede mostram nitidamente a preocupação de Vulto e seus companheiros em educar as pessoas que frequentam o espaço e também trazer energia positiva para um lugar que só tinha energia contrária.

O nome da Associação foi criado à partir dos nomes de Zumbi (ZU), Malcom X (MA), Martin Luther King (LU) e Nelson Mandela (MA). Nas paredes muitos Graffitis com imagens desses líderes e frases que ajudam a levantar a auto-estima e - como disse anteriormente - trazer positividade.

A Zumaluma se mantém com o auxílio de doações de livros, equipamentos ou até mesmo dinheiro e além de todas as atividades oferecidas, ainda ajuda a comunidade com doações de alimentos e remédios que aparecem de vez em quando.

Ver atitudes como essa na periferia é saber que tem gente indo além da teoria e colocando a mão na massa, fazendo muito pelo social sem precisar ficar aparecendo, se virando do jeito que dá e como podem. Se você tiver livros em casa ou qualquer outra ajuda que puder dar ao pessoal da Zumaluma, entre em contato e a ajuda será muito bem vinda. Livros antigos de matérias como: OSPB, Educação Moral e Cívica e Estudos Sociais são dispensáveis, pois não são mais usados. Apesar do conteúdo ser muito bom, a Zumaluma não está mais pegando esse tipo de livro, para poupar espaços que possam ser ocupados por livros atuais e úteis aos estudantes e moradores da favela, que usam os livros da biblioteca.

Trabalham diariamente na Zumaluma: Vulto, Crânio, Bisturi, Sinval, Fabiana, Mislene, Raquel e Adilson
Contato: 0xx(11) 4782-5532

Dexter

Foram disponibilizadas umas faixas do CD do Dexter "Exilado Sim, Preso Não, com participações de Mano Brown, Mv Bill, Gog, Tina Função e outros...quem quiser é só clicar aí e manda ver o salvar destino como...
vamo curti q o bagulho tá loco.
O preço do CD está bom....eu vou puxar aqui, mas depois vou comprar o meu, e o do Rappin Hood também...
Aquela força pra todos

Conflitos
Me faça Forte

Reaja, povo Brasileiro

Reaja

Salve manos e minas
Por favor leiam esse texto, apesar de ser um pouco grande



No dia 29 de março, o meu mano Bruno do blog “Mundo do Rap”, postou um texto referente à pagação de pau pros americanos na novela das oito da globo (América). Quem quiser ver o texto dele é só clicar no link aqui do lado no blog mesmo, e desce toda a página porque é uma das últimas notícias. Aí procura uma foto igual a essa aí de cima.
No seu texto, ele diz que temos que valorizar o que é nosso, do jeito que estiver. Quer dizer...se assim já tá ruim, valorizando o que é dos outros vai ficar pior ainda.
Mas, falando de novela, não somente dessa, que eu nunca vi, mas de todas em geral...
Eu tenho ficado meio indignado com os finais das novelas, sempre igual em todas: os do bem se dão bem, casam, ficam rico e não sei mais o quê!
Os do meio, que não fazem muita diferença continuam na mesma.
E o que mais me deixa indignado é o fato de o cara mal sempre morrer, ficar louco ou mofar na prisão, no final.
Eu não tô querendo defender o lado do mal não, longe de mim...sempre corri pelo certo, mas aí, porque nenhuma novela acaba com o cara do mau se arrependendo dos crimes dele, ou mesmo por que não mostrar ele preso e depois de sei lá, uns 6...7 anos ele sai da prisão totalmente recuperado e se reintegrando na sociedade novamente, sendo aceito pelas pessoas e tendo também um final feliz.
Errar é humano, e todo mundo tem o direito e o dever de pagar pelos seus erros, e se possível ter uma vida normal, depois disso. Mas não é isso que as novelas mostram.
Muita gente me diz que as novelas não tem poder de influenciar ninguém...pra isso eu dou risada. Duvido quem nunca usou uma gíria de novela, um penteado, uma roupa ou qualquer outra coisa(moda) que as novelas tenham lançado (ishalá, né brinquedo não...te lembra alguma coisa?). Isso também é influência certo...só pra lembrar.
Novelas influenciam sim, e muito, e eu acho que eles podiam começar a repensar o modo de julgar as pessoas más.
Hoje em dia você vê um monte de gente falando: “- Ah! Bandido, tem que mata memo!”
Ou então: “- Morreu, que bom! Já foi tarde.” “- Tinha que implodir o Carandiru com todo mundo dentro”.
Ou pior ainda é o caso dos “moleques da febem”, o que eu ouço por aí de conversinha de busão: “Na febem tem que fazer igual no Carandiru, mata uns 150 que eles param”.
Pra quem tem parente recluso no sistema carcerário como eu, a gente vê que o buraco é mais embaixo, mano. Ninguém escolhe ser “do mau” na hora da pergunta “o que você quer ser quando crescer”, nem muito menos tem a ver com criação, de jeito nenhum.
Até aí tudo bem, errou tem que pagar, lógico, mas depois que a pessoa pagou o certo seria ser livre novamente e aceito na sociedade...Infelizmente isso não acontece, como todo mundo ta cansado de saber.
E as novelas podiam muito bem dar uma mãozinha, faz um final aí em que o mano “do mal” vai preso, sai de lá reabilitado e arruma um trampo e vive feliz pra sempre também, mano.
Chega, já ta muito grande essa parada, melhor eu parar de escrever senão ninguém vai quere lê essa parada.
Firmeza total, um abraço a todos, salve. PAZ

Chega

chega disso...

terça-feira, agosto 09, 2005

Entrevista Racionais MC's

Racionais2

Entrevista com Mano Brown

por Spensy Pimentel

Essa entrevista já é um pouco antiga (2001), mas vale a pena dar uma lida. Como o texto é muito grande, eu fiz alguns cortes, deixando as melhores partes da entrevista...liga aí!
Só peço mais uma vez: vamos ler, pensar e repensar nossos atos, só assim daremos um passo para o nosso ideal de periferia.

Dez anos atrás, não existiam as camisetas "100% Negro", nem a revista Raça Brasil. Muitos dos "manos" e "minas" hoje envolvidos por um verdadeiro "laço fraterno", como escreveu recentemente a psicanalista Maria Rita Kehl, tinham vergonha da cor, do cabelo e do bairro onde moravam. Vergonha de si mesmos. E boa parte dessa mudança que está finalmente enterrando séculos de preconceito cultivado nas casas grandes e senzalas de nosso passado colonial se deve aos Racionais MCs, o quarteto que se tornaria o maior canal de expressão para as idéias da "consciência negra" jamais visto no Brasil, como reconhecem as próprias entidades organizadas do movimento negro. Cantando a "periferia", o grupo ampliou ainda mais a base dos que se opõem ao "sistema". Hoje, na épica dos Racionais, a grande luta do mundo é entre manos e playboys, e não de negros e brancos.

P - Desde o disco "Sobrevivendo no inferno" vocês tiveram um salto grande de público, não? Brown - O salto já tinha acontecido desde o disco anterior ("Raio X do Brasil", de 93). O que fez diferença desta vez foi o prêmio da MTV (melhor clipe do ano em 98 por Diário de um Detento). Em 94, eu ganhei o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, por Homem na Estrada. Foi a melhor música do ano. Só que isso não foi muito divulgado.

P - Cresceu a responsabilidade dos Racionais?
Brown - A partir da hora em que você fala um barato na música, já é responsável pelo que fala. Falou, já era. Não há diferença de falar para mil ou 500 mil, para mim nunca mudou nada, sempre falei a verdade, sempre falei o que eu pensei. Porque sempre vai ter polêmica, vai ter os que gostam e os que não gostam. Também tem o seguinte: na média, só umas 50 mil pessoas analisam o lado político do disco. Os outros 450 mil, uns vão pelo som, outros pela moda...

Essa imagem marca o Racionais até hoje

"O rap não apavora ninguém. O classe média já é apavorado por natureza. O rap é só a trilha sonora do mundo em que a gente vive. O mundo já é apavorante."

P - Certa vez você contou que mudou seu estilo de escrever, da época do "Escolha seu caminho" (2º LP do grupo, de 1991) para cá, para não parecer um "professor universitário" falando...
Brown - A parte mais difícil da fita toda é fazer o favelado te ouvir, não o classe média. O classe média estuda, analisa o que você fala. Os caras têm um conceito, estudaram, uns já deram sorte de viajar, outros de fazer faculdade. Já o favelado compra axé, sertanejo, samba (esse samba que os caras fazem hoje), que é já pra não ouvir a letra. Pra você fazer esses caras ouvirem o seu rap, truta, se você tiver um estilo, vamos dizer, aristocrata, não vai conseguir. A minha intenção é fazer eles ouvirem, porque o rap é música popular, é música do povo. Então eu não posso falar que nem um político, com o linguajar político.

P - Inicialmente, o que o inspirou no rap?
Brown - Public Enemy (grupo novaiorquino que, no fim dos anos 80, recuperou para o rap as idéias do Black Power; foram investigados pelo FBI a mando do Congresso americano). Quando eu li o livro do Malcolm X, era essa época. Eu fiquei quase doido.

P - Sua experiência pessoal ainda é determinante para o seu rap?
Brown - Quando eu era criança, pensava nesse fato de eu não ter pai, e eu tinha ódio, o maior ódio. Mas com o tempo, o ódio começa a virar dor. Você vê que não é só você que passa por isso. Eu nunca fui de ter dó de mim mesmo, de me sentir coitado. Eu sou um cara guerreiro. o rap para mim não é jogo, é guerra e nessa guerra eu tenho que conviver com as minhas dores sabendo que tem mais gente que sofre no mundo e que pelo menos através do rap pode se aliviar. O rap vai diretamente até os que mais sofrem.

P - Como você se define politicamente? Diria que é socialista?
Brown - Nunca pensei nisso. Não sou socialista. Eu gosto de relógio, carro... Porque acho que todo mundo tem que ter. Socialismo é outra fita. Todo mundo comer, beber, ter escola, é o justo. Agora, se eu disser que sou socialista, depois você me vê com carro, com uma pá de cara, curtindo, tomando... Foge um pouco do barato da política, né? Eu gosto das coisas certas, justiça.

P - O que você achou de a letra de Homem na Estrada ser lida no Congresso? Será que afetou os deputados?
Brown - Difícil falar da cabeça dos outros, ainda mais esses caras aí. Não sei o que abala esses caras, eles vêem criança morrendo de fome, idoso em fila de hospital, 3, 4 dias na maca, não fazem nada pra ajudar, não se emocionam, agora vão se emocionar com a música? É difícil.

P - O que poderia acontecer para o país mudar?
Brown - O que pode funcionar é a gente dar sorte e aparecer um governo que faça uns dois ou três baratos pro povo acreditar no cara. Porque a visão que o povo tem do político é que ele está lá pra roubar, pra se adiantar, e vai pular fora. Daí ninguém quer derramar uma gota de sangue pelo Brasil. Ninguém é patriota. Você vê alguém de roupa verde e amarela na rua, alguém com bandeira do Brasil? Não vê. Tem cada vez mais gente torcendo pra Nigéria na Copa.
Ao mesmo tempo em que tem que ser feita a revolução embaixo, o exemplo tem que vir de quem tem mais autoridade. Qual é o exemplo que se tem hoje? O cara sai da periferia, ganha dinheiro, vai morar numa mansão, compra um carrão, abre boate pros bacanas... Então qual é a idéia do periferia? "Eu sou eu, não me envolvo com ninguém, vou fazer a minha, cada um, cada um". Pra você ter dois pensando igual é foda. Não sou romântico pra esses lados, sou realista. O barato é difícil. Ninguém confia. "Tá me ajudando por quê? O que quer em troca?" Se um político chegar na favela e começar a fazer muito, vagabundo diz: "É, não sei não, quanto ele não tá ganhando também?"

Fonte: Revista Teoria e Debate nº46 (nov/dez 00 jan/01)

Racionais

"Não sei o que abala esses caras (os políticos), eles vêem criança morrendo de fome, idoso em fila de hospital, 3, 4 dias na maca, não fazem nada pra ajudar, não se emocionam, agora vão se emocionar com a música?" Mano Brown
Essa foi forte!!

terça-feira, agosto 02, 2005

BIGTupac
BIGTupac1

Os Bons morrem cedo(?)

Hoje é sexta-feira 13, dia dos cachorro-loucos...então, em homenagem a nós, vai esse som dos dois mais fudidos do RAP gringo.
Porque os bons morrem cedo? Tenho certeza que DEUS tem um grande motivo...nós é que não se ligamos nos toques que ELE nos dá. Temos que aprender com as perdas e não ficarmos apenas nos lamentando e acendendo vela.
Tupac morreu, Big morreu...qual a lição? A vida!!
A nossa vida vale muito mais do que uma treta...é você pensar: "Ah! Morreu enterra." Morrer é fácil mesmo, mas e quem fica, mãe, pai, irmão, irmã, primos, trutas, inimigos, quem ficá vai continua curtindo a vida, por maior que seja a falta que você vai fazer, o tempo se encarregará de curar as feridas provocadas pela sua partida. Quem morre (e quem mata) por treta, seja ela por mulher(ou homem), discussão de trânsito, briga de boteco, acerto de conta e até pelo motivo mais idiota: time de futebol...é que não aprendeu nada com os toques que DEUS nos dá.
Imaginem vcs se o Nelly tivesse morrido, que falta que ia fazer? Pra mim nenhuma...pros modinha talvez até fizesse alguma no começo, mas logo aparece outra moda e eles esquecem, agora 2Pac, B.I.G., Eazy-E, Jam Master, Left Eye, Big Pun, Aalyah, O.D.B., entre muitos outros, mesmo esses que não morreram de tretas e sim de acidentes, ensinam algo pra nóis...é só procurarmos entender e pensar muito pq só os bons correm RISCO DE MORTE.
Sabotage morreu já faz mó cara e até hoje é frequentemente lembrado, em músicas, shows e entrevistas por todos os Rappers e até mesmo por quem nem é do movimento...o saudoso Tim Maia, até hoje sendo homenageado...agora outra pergunta: Vcs se lembram do Leandro (Leandro & Leonardo) ou do João Paulo (João Paulo & Daniel)? Só pra ressaltar a falta que eles fazem para a música...nenhuma. Como pessoas, lógico que devem fazer falta para a família e amigos, mas como músicos, a morte deles só mostrou que o que fica faz mais sucesso ainda e só se lembram deles no dia em que seria aniversário deles ou no dia da morte deles, fora isso, nem o próprio irmão fala dele como os manos do RAP falam do Sabota.
Essa é minha opinião...isso é MORTE SÚBITA valeu!
JESUS, o maior de todos, tbém morreu cedo...só os Bons. Pensem nisso.

então...clica com o direito aí e "salva como..."
Tupac & Biggie feat. Beanie Sigel - Hail Mairy

Jamal

Jamal

Oriundo da velha escola do hip hop paulista, Jamal acaba de lançar K-bça Nu Lugah, apontando novas diretrizes para o gênero e dando nova cara para a Black Music .

Resgatando suas raízes musicais – Jamal é filho de um músico e sambista incondicional, o saudoso Sr. Pedro Pereira dos Santos, através de quem obteve seus primeiros contatos com o samba de raiz observando os duetos realizados pelo pai ao cavaquinho e o tio ao violão, em tardes de fim de semana, ainda na infância –, no novo disco o artista faz reverência a expressões importantes para a MPB moderna como o samba, o repente e o samba-soul de Jorge Ben e outros, perceptíveis em “Meu Barraco” e “Ninguém merece”. (com participação do saxofonista Marcio Menezes). A faixa “Na base do respeito” conta com a participação de um dos pilares do hip hop brasileiro Thaíde que, ao lodo de Jamal, promove um mea culpa do movimento no Brasil, em letra que prega a importância de se “saber chegar”, tanto para a velha quanto para a nova escola. O dance hall “Hora do show” é forte candidato a hit em pistas de dança, trazendo as participações de R.D.O. e Black, vocalista e baixista do grupo Positivos e especialistas no assunto. A celebração da cultura afro, que permeia todo o álbum, ganha destaque em “Minha crença” com participação de Klau-Jah Muniz.

Som pra baixá do cara...só som loko, esse mano tá aqui por dois motivos: underground e old school! Não preciso falar mais nada né? Ouçam vcs mesmo e depois me fala.

Já sabem né...clica aí com o botão direito e "salvar destino como..."
Ser Vencedor
Som que sai do caoração
LUNATICO participação especial XIS ( O Clássico som que projetou Jamal no mercado do Hip-Hop em 2001

segunda-feira, julho 18, 2005

mixtape do Tupac
mixtape do Tupac

Ae manos e maninhas, Morte Súbita comemorando um mês na ativa com mais de cem visitas, FIRMEZA!!!!! Agradeço muito a todos os que visitaram, comentando ou não, agradeço mesmo a todos e como presente vai essa mixtape do Tupac, cortesia do mano Rodrigo_thuglife, que disponibilizou ela no site Black Entertainment.
Essa mixtape do Tupac foi mixada pelo DJ Critikal, e as algumas batidas são meio psicodélicas, mas ficou bem loko, só recomendo que vc apague logo de cara as músicas 05 e 08....bom, eu não gostei muito, sei lá gosto é gosto né!
Quem não tiver speed, baixa ela com o DAP que dá pra ir baixando um pouco por dia. Quem tem speed demora uns vinte e poucos minutos. Qualquer dúvida liga nóis.
TUPAC 4EVER

The Passion of Tupac clica ae e vanda ver.

Rappin Hood

Rappin Hood

Rappin Hood

Já está nas ruas o segundo disco de Rappin Hood, "Sujeito Homem 2". Repleto de participações mais do que especiais, o disco é uma continuação do primeiro e também uma referência ao filho do rapper, Martin. Além de estar na foto da capa ao lado do pai, Martin também participa da música de trabalho "Us guerreiro". Como o próprio rapper disse sobre o disco "é uma carta minha para o meu filho Martin". Foram 8 meses de gravação para que Sujeito Homem 2 ficasse pronto e a produção foi de Rappin Hood, DJ Luciano, Parteum e DJ Marcelinho e os sambas quem fez foi o Prateado. É um disco de Rap com muito samba, bem brasileiro e original.

Ouça e baixe a música "Us Guerreiro"
Fonte: Bocada Forte.
Essa música é loca, já ouvi umas 20 vezes.

Essa música aqui de baixo já é um pouco antiga, mais eu canto ela todo dia agora que eu to trampando, apesar de não levantar às 5 da manhã, mas 5 e meia e não pegar trem, mas um busão que vai cheio que nem ele e com a marmita na mão, ou melhor, na mochila.

Rappin Hood - Suburbano

Madruga, que Deus Abençoe a minha quebrada
Todo dia a 5 da manhã começa tudo de novo
Todo dia às 5 da manhã desperta meu povo
Suburbano, suburbano, suburbano
Suburbano, suburbano, suburbano

Acorda meu amigo, pois já chegou a hora
A hora da batalha, simbora
E da a caminhada até a estação
Com trem lotado e a marmita na mão
Olha o ambulante vendendo seus produtos
Paga 2 leva 3 e não se fala mais no assunto
Desce daí moleque vc vai de machucar
Surfista de trem ofice-boy vai trabalhar
Jah que ilumine o seu dia a dia
Pois Jah ilumine o povo da periferia

Todo dia a 5 da manhã começa tudo de novo
Todo dia às 5 da manhã desperta meu povo
Suburbano, suburbano, suburbano
Suburbano, suburbano, suburbano

5 da manhã tudo começa é um novo dia
Deus que ilumine a periferia
Gente saindo pro trabalho nóia indo dormir
Noite e dia contrastes se liga aí
A garotada acordando pra ir para a escola
E vai saindo pra treinar o mano que joga bola
Percebo que a preta velha vai fazer café
E hoje ela canta Gil, anda com fé
E é na fé que eu vou, é hora de levantar
Mais uma jornada, vai nego trabalhar
Correr atrás do prejuízo pra sobreviver
Nessa terra que o pobre já perdeu
Eu vou até a padaria buscar pão e o leite
Fico sabendo que à noite morreu um caguete
Episódio ruim, é infelizmente
Mas quem mandou caguetar, problema dele
Na banca de jornal vejo as novas do dia
O dólar que subiu, o pai que matou a filha
No boteco a conversa sobre futebol
E a eterna briga se foi pênalti ou não
Penso um número pra apostar no jogo do bicho
Quem sabe levo uma sorte e levanto um níquel
Fico sabendo que a polícia já ta pela área
Coletando informações sobre a noite passada
Mas se perguntar pra mim, digo não sei de nada
Eu sou sossegado, sou da rapaziada
Eu nada vi, eu nada sei, eu nada falo, aí
Pra esses tipos de conversa eu me calo, eu vou
Eu vou contar o que acontece ce na minha quebrada
Se liga na parada
Vou contar o que acontece na minha quebrada
Zona sul de São Paulo essa é minha área
Eu vou contar o que acontece ce na minha quebrada
Se liga na parada
Vou contar o que acontece na minha quebrada
A zona sul é assim
Ouviram do Ipiranga é o que diz a história
Em minhas rimas, meu livro de memória
De um lado o asfalto, do outro o chão de terra
Conheço os bairro, conheço a favela
Eu to ligado o que acontece por lá
Vacilou já era então ratatá
To sossegado passo reto fujo do perigo
A minha cara é ir para casa, o melhor abrigo
To sem dinheiro mas batalho com honestidade
Educação e consciência minha malandragem
Pedindo a Deus pra iluminar a minha caminhada
Olhando pelas minas, pela rapaziada
Minha quebrada, minha casa nunca esquecerei
Ali é meu lugar, ali me sinto bem
O lugar onde eu sempre serei só mais um mano
Rappin Hood é o suburbado aí
Eu sou sossegado, sou da rapaziada
Eu nada vi, eu nada sei, eu nada falo, aí
Pra esses tipos de conversa eu me calo, eu vou
Eu vou contar o que acontece ce na minha quebrada
Se liga na parada
Vou contar o que acontece na minha quebrada
Zona sul de São Paulo essa é minha área
Eu vou contar o que acontece ce na minha quebrada
Se liga na parada
Vou contar o que acontece na minha quebrada
A zona sul é assim aqui estou em casa
É, minha quebrada, minha casa
Um salve pras minas, um salve pra rapaziada
Rappin Hood na área
Suburbano sangue bom
Sempre naquela humildade
Suburbano Sujeito Homem........

essa foto tá na 1ª página do site do casseta (07/05/05)...vergonha
essa foto tá na 1ª página do site do casseta (07/05/05)...vergonha

Por falar em Rappin Hood, tá rolando no orkut, na comunidade do RH, no fórum o RAP contra o D2, um papo que o RH fez a música "se toca", se referindo ao D2, criticando ele - não posso dizer se é mesmo porque eu ainda não ouvi essa música.
Aí um mano comenta que o D2 começou com Hard-Core, se meteu com o RAP, mas o negócio dele é pop.
Já outro mano foi mais fundo e mandou: "na época do Planet o D2 cantava 'o álcool mata, bancado pelo código penal / onde quem fuma maconha é que é o marginal' e agora tá fazendo propagandinha de cerveja."
Outro mano nem perde tempo em comentar sobre o ridículo do casseta e planeta.
E é lógico que tem os que defendem né! Mas o negócio é o seguinte, na minha opinião, o D2 tá queimando o filme do nosso movimento, eu já não curtia aquele papo do planet hemp, nem ligava muito, aí ele fez aquele som com o Shabazz, o discípulo, que é um maluco fodão diga-se de passagem e nessa eu até pensei que ela ia fazer um som desse nível, apesar de continuar não dando atenção pra ele.
Mas aí mano, ele deve ter colocado na cabeça que ia ganhar dinheiro com o RAP (e ta ganhando mesmo) e começou a se divulgar de tudo quanto foi jeito, só que utilizando agressivamente o nome do movimento. Até que ele lançou a música “Qual é” – que de RAP eu não vi nada – e saiu por aí no jabá com essa música, sendo tocada em tudo quanto era rádio, inclusive nas rádios de rock (?), e isso tudo afirmando que ele era um autêntico rapper, até foi no YO! da mtv falar que tem influências de Africa Bambaata, Guru, etc...um monte de rappers de verdade.
O negócio é que ele teve uma influência tão forte na mtv – ninguém sabe me explicar como, a não ser pelo apelo chamativo, diga-se marketeiro – que ele acabou ganhando no VMB o prêmio de melhor cantor de RAP, em cima de ninguém menos que Sabotage – o que?!?!?!?!?!?!? Isso mesmo, e o pior ainda tava por vim. No ano seguinte a esse fato, novamente no VMB, lá estava o D2 de novo concorrendo ao melhor no RAP, e ganhando de novo, e dessa vez em cima de quem? Racionais MC’s!!!!!
Eu não lembro das músicas que concorriam, mas nenhuma música do D2 consegue bater a pior música do Sabotage e nem a do Racionais, só sei que nessa aí das duas uma: ou ele se achou que sabia cantar RAP de verdade e se empolgou ou então achou que conseguiu enganar quem ele queria.
Eu não tenho nada contra quem curte o som do D2, eu até tenho uns camaradas que curtem, mas eu não curto nenhum pouco as músicas dele, nem muito menos ele. Nesse fórum do orkut, tem um maluco que fala que o RAP tem que tomar de assalto os programas de tv, mas não qualquer programa, pra ficar fazendo palhaçada como o casseta e planeta...se vacilar até na Xuxa ele vai.
Se vc for agora no site do casseta, aparece logo de cara a foto que está aí em cima, clicando nela, vc vai ver os bastidores da gravação e uma entrevista com ele, em que ele diz, entre outras coisas que o programa é uma "bobeira inteligente" e perguntado sobre o que ele achou das paródias feitas com as suas músicas ele diz: "Pensei que ninguém ia conseguir fazer uma música mais ridícula que a minha, mas os cara conseguiram".
Porra mano, ele canta RAP né (como ele mesmo diz), então o RAP é uma música ridícula?
Cada um é livre pra fazer o quiser, desde que não tire uma com a cara de ninguém, como ele está tirando uma com a nossa. Cantem o que quiser, só não vem falar que isso é RAP firmeza? Quero deixar bem claro aqui: se você curte D2, pode continuar colando aqui que não pega nada, gosto é gosto, agora se você “é” o D2, faz o favor de sair desse blog e não voltar nunca mais. Eu sei que tinha mais pra falar, mas vai ficar muito grande a parada, deixa pra mais tarde, qualquer opinião contrária, ou pró, por favor comente.

sexta-feira, julho 01, 2005

A mina do rei negro

Pe escravo

Salve manos e minas, peço que todos leiam essa história de um herói Afro-Brasileiro e tomem de exemplo de força de vontade e determinação, e não vamos ficar aceitando sermos "escravos" para sempre, vamos batalhar para conseguir um lugar digno, o exemplo tá aqui. Eu sei que o texto é um pouco grande, mas garanto que vocês vão curtir essa história real e tirar algum proveito dela. Se tiver algum erro, vcs me desculpem, eu pesquisei essa história em um monte de fontes e fui juntando só as partes mais importantes, pq a história mesmo é muito grande.

A mina do rei negro

A História de como um rei africano virou escravo e recuperou o reinado.

Em 1946, Maria Bárbara de Lima, a dona Mariazinha, comprou um casarão caindo aos pedaços. Um dos filhos, Giovane, que tinha então dez anos de idade, cismou com aqueles blocos de pedra empilhados numa encosta, no fundo do quintal. Tanto insistiu que removeram as pedras: era a mina de Chico-Rei.
Dona Mariazinha tinha descoberto um tesouro no fundo do quintal. Uma mina de ouro. Na verdade, a mina não produz mais ouro, mas conta uma história preciosa. Sem documentação que comprove a história de Chico Rei, ela foi sendo contada por gerações e gerações.
A lenda nos conta que Galanga, rei do Congo, República do Zaire, na África, foi aprisionado com a família e chegou ao Brasil apenas com um filho. Os outros não conseguiram resistir à travessia do Atlântico em um navio negreiro. Ao chegar à colônia portuguesa, chamada Brasil, foi vendido em um mercado de escravos como parte de um lote de escravos para um minerador chamado Major Augusto, dono de uma das maiores minas de Vila Rica. Galanga já tinha sido, então, batizado com nome cristão: Francisco. Daí, o codnome de Chico Rei.
Chico Rei começa a trabalhar pesado na mineração do ouro. Em alguns dias, era permitido aos escravos minerarem para eles próprios. Dessa atividade, ele conseguiu acumular uma boa quantia de ouro. Esse ouro proporcionou-lhe a sua liberdade e a do filho.
Major Augusto, que muito respeitava Chico vendeu-lhe a mina decadente no final de sua vida, e nas mãos deste ela passou a prosperar. Chico, que já era livre, usou o ouro extraído da mina para libertar escravos, ficou conhecido como o rei dos escravos. Com a libertação dos escravos em 1888 a extração do ouro foi interrompida e a mina ficou esquecida. Dos negros e mulatos ganhou um grande respeito. Uma igreja, uma irmandade que reunisse todos eles passou a ser, então, o desejo de Chico Rei.
Assim, teria dado início à construção da Igreja de Santa Efigênia, onde todos se empenharam com grande força de vontade. Conta-se que as negras que conseguiam ouro em pó, o escondiam nos cabelos e debaixo das unhas, e, na igreja, lavavam-nos, recolhendo-o novamente em uma pia. Era a contribuição para a construção do templo. Era a maneira de realizar seu sonho, o de ter sua gente novamente reunida.
Várias minas jazem no subsolo da lendária Vila Rica, hoje Ouro Preto (MG), patrimônio cultural da humanidade, constituindo um dos atrativos turísticos do local.
Hoje, a mina recebe mais de uma centena de visitantes por semana, vindos dos Estados Unidos, Europa, Japão, Israel, África... Dona Mariazinha acredita que está contribuindo para espalhar aos quatro ventos do mundo a história de Chico-Rei - que considera um herói - e da escravidão no Brasil. Todos os dias, quando passeia pela mina, revive a dor dos trabalhadores-escravos. Mas não fica de todo triste. . . "No fundo, fico feliz: eles já estão livres do sofrimento...".

É isso aí, vamos quebras as algemas e viver livre.

Tupac

Uma breve introdução à história de Tupac, eu sei que tenho muito o que falar, mas vou começar com essas duas histórias.
Sei que muitos aqui já conhecem, mas pra refrescar a memória e para aqueles que não conhecem será contada, falow.

Tupac Shakur nasceu na Paróquia de Lesane em Brooklyn, NY em 1971. Enquanto ainda era pequeno, sua mãe mudou seu nome para Tupac Amaru, que significa "Brilhante Serpente". "Shakur" significa "Grato para Deus" em árabe.
Na infância, todo mundo o chamava de "Príncipe Negro". Por se portar mal, teve que ler uma edição inteira dos Tempos de Nova York. Quando ele tinha dois anos, sua irmã, Sekyiwa, nascia. Mutulu pai de Sekyiwa, era um Negro Pantera que alguns meses antes do nascimento da sua filha, tinha sido condenado para sessenta anos, por ter roubado um carro. Com Mutulu longe, a família viveu tempos duros. Com doze anos, Tupac descobriu seus dons para escrever, escrevia canções e poesias. Já com quinze anos, ele começou a escrever suas próprias letras. Quando tinha vinte anos, Shakur já tinha sido preso oito vezes, até ficou oito meses na prisão, condenado por abuso sexual.
Em novembro de 1994, ele levou cinco tiros durante um roubo, em que os ladrões fugiaram com $40,000. Tupac se recuperou milagrosamente de seus ferimentos. O Destaque na carreira de Tupac veio quando ele apareceu no filme "Poetic Justice". Despois Tupac lançou seu melhor álbum, "All Eyes on Me". "All Eyes on Me" vendeu mais de 6 milhões de cópias. Tupac teve também mais três importantes papéis em outros filmes, "Gridlock", "Bullet", e "Gang Related".
Tupac Shakur foi baleado por pistoleiros "desconhecidos" (depois eu conto essa história) e morto em 13 de Setembro de 1996. Muito do que aconteceu naquela noite, é um mistério até os dias de hoje.
Depois foi lançado um álbum, O Don Killuminati, debaixo do pseudônimo "Makaveli." A capa mostrou Shakur pregado numa cruz debaixo de uma coroa de espinhos, com um mapa das áreas de quadrilhas importantes sobreposta no país. Em janeiro de 1997, lançaram Gridlock, um filme em que Shakur fez o papel de um viciado em drogas. Seu filme final, Gang Related, era lançado em 1997.
Em 13 de setembro de 2005 marcará o 9º ano da morte de Tupac. Tupac Amaru Shakur 1971 - 1996.

"Apesar de tudo, eu continuo aqui!! Vocês pensaram que eu iria ser derrubado?! Vocês acharam que poderiam deter um filho da puta como eu?! Agora vocês vão ter que lidar comigo em um nível totalmente diferente!."
Essas palavras de 2Pac Shakur podem ser ouvidas na faixa "Black Starry Night" de seu CD póstumo "Are You Still Down? (Remember Me). Essas palavras parecem fazer mais sentido agora anos depois de sua morte, do que quando foram ditas por ele! 2pac definitivamente não morreu! Ele continua arrastando uma legião de fãs pelo mundo todo, continua vendendo muitos discos e continua causando muita polêmica em torno de sua morte, de suas letras e de seu estilo de vida!
A diferença é que agora os jornalistas não têm mais ninguém para ir tirar satisfação! Aliás ele dizia que odiava perguntas desse tipo, já que seus raps falavam por si só, segundo ele. Em uma de suas últimas entrevistas 2Pac admitiu que, apesar de autêntico, o conteúdo de suas letras tinha um exagero natural de quem quer impressionar, de quem está ansioso pra botar pra fora, tudo que está sentindo!
Ainda há muito pra ser dito e discutido sobre esse raper nova-iorquino que se destacou no meio musical na Califórnia!.

"As vezes quando eu estou sozinho eu choro, porque eu estou só. As lagrimas que eu choro são amargas e quentes. A vida corre por elas mas elas não tomam forma, eu choro porque o meu coração está dividido. É dificil seguir em frente, se eu tivesse em quem confiar eu choraria com esse amigo querido, mas quem ficaria ouvindo por tanto tempo para ajudar o outro em dificuldade?? O mundo gira rapidamente e prefere passar sem perceber, ao invés de parar e descobrir o que nos faz chorar.
Com tanta dor e tristeza.
E as vezes eu choro e ninguém se preocupa com o porque."

Guerreiro Inca

T Ú P A C A M A R U
Nativismo e Independência

O cacique peruano José Gabriel Condorcanqui, mais conhecido como Túpac Amaru, foi um descendente dos imperadores incas, ele liderou a maior rebelião indígena da história das Américas dos tempos coloniais. A sua insurreição contra o domínio espanhol colocou o seu nome entre os que tentaram, ao exemplo bem sucedido dos colonos norte-americanos, libertar as Américas da metrópole européia.

O Maior dos Levantes Indígenas

A revolta dos índios descendentes dos incas, liderados pelo cacique Túpac Amaru entre 1780-1781, foi a maior insurgência indígena desde a conquista do Peru, ocorrida no século 16. Seguramente tratou-se de uma das maiores insurgências da história da América Latina, somente equiparada em extensão e significado à Revolução Zapatista, ocorrida no México, 130 anos depois, entre 1911-17.

Os habitantes dos Andes haviam por quarenta anos resistido ao invasor espanhol até que o seu último chefe, Túpac Amaru I, foi preso e executado pelo vice-rei do Peru, Francisco de Toledo, em 1571. Desde então os vencidos foram submetidos a uma forma especial de trabalho com a adoção da parte dos espanhóis da encomiendas e da mita, que os reduziu a um regime de servidão ou semi-escravidão. Além disso, tinham que trabalhar sem salários nas obrajes, as pequenas tecelagens. Essa situação, somada às doenças e ao trato brutal que os conquistadores submeteram a comunidade indígena, foi a responsável pelo verdadeiro vazio demográfico que se abateu sobre a região andina por muito tempo. Foi contra essa exploração violenta que o cacique José Gabriel Condorcanqui, dito Túpac Amaru II, revoltou-se quase no final do século XVIII.

É....um pouco de história não faz mal a ninguém né? Ainda mais sobre Tupac Amaru

McDonald's

E aê manos e maninhas
A Folha on line de 30/03/2005 - 09h40 publicou uma notícia da BBC Brasil, que tinha o seguinte título: "McDonald's pagará rappers por músicas com a palavra 'Big Mac' ", segundo a revista americana Advertising Age. E tem mais, a revista conta que a rede de lanchonetes vai pagar até US$ 5 (cerca de R$ 13,60) cada vez que tocar em uma rádio dos Estados Unidos uma música que tenha o nome do hambúrguer.
O McDonald's disse que o acordo nos Estados Unidos reflete o apelo dos rappers junto aos jovens. No entanto, críticos dizem que o acordo é "enganoso", já que as músicas têm apelo juntos às crianças, cujos níveis de obesidade se tornaram uma grande preocupação. Estratégias de marketing semelhantes foram usadas por outras marcas como Bentley, Porsche, Gucci e Dom Perignon.
A empresa terá a última palavra sobre a letra, mas os músicos detêm controle artístico sobre como ela será incorporada.
"Essa parceria reflete nosso respeito e gosto pela cultura jovem mais dominante do mundo", disse à revista Douglas Freeland, diretor de estratégia de marca McDonald's. A estratégia de marketing foi criticada por grupos de direitos de consumidores.
"Embora as empresas de alimentação venham reconhecendo a idéia de marketing responsável, elas cada vez mais se voltam para formas enganosas de atingir crianças", disse Susan Linn, uma das fundadoras do grupo Campanha por uma Infância sem Comerciais dos Estados Unidos.
O McDonald's e outras cadeias de lanchonetes vêm enfrentando críticos que dizem que eles estão ajudando a criar uma epidemia de obesidade, especialmente entre crianças.

Sinceramente, puta palhaçada...pagar pros manos cantar o nome do bagulho no meio da música pra aumentar a venda.....INDIGNAÇÃO é pouco e os cara depois vem querer criticar as atitudes dos países de 3º mundo (principalmente do Brasil).
O pior é que a gente sabe que vai ter os desgraçados que vão aceitar esse absurdo e cantar isso no meio de algum "RAP". Apesar de não cantarem RAP de verdade, mas eles acabam denegrindo o nome no meio de pessoas que não conhecem, mas adoram criticar.
Não tenho nem muito o que comentar, só resta a gente torcer pra que não de certo essa tentativa de "comprarem" o RAP e que os caras (mesmo os mais modinhas) não aceitem essa "prostituição" do nosso movimento, que não fica parado na esquina esperando chegar algum cliente pra fazer programa, ou no caso né: propaganda.
Eles que vão falar com Britneys e afins que estão mais sujeitas a essas palhaçadas.
Fock you Ms. McDonald's

terça-feira, junho 14, 2005

Ugly Duckling

Ugly Duckling

UglyDuckling

O grupo Ugly Duckling foi formado em 1992-93 por Dizzy Dustin, Young Einstein e um cara chamado Clout. Durante a época em que o Hip Hop gangsta dominava a California, o Ugly Duckling notou que eles não se identificavam com esse tipo de música. Suas raízes estavam penetradas em outra era mais refinada do rap. Sentindo então que realmente não se encaixavam nesse meio, eles se auto-dominaram "Ugly Ducklings" (em Português "Patinhos Feios").

Sua missão era simples, trazer de volta os velhos tempos da Old School. Depois da saída de Clout e a nova adicão de AndyCat, o grupo passou os quatro anos subsequentes tentando achar um label que os lançassem. Quando finalmente conseguiram, saiu então o álbum Fresh Mode.

Doze anos e muita música depois, eles estão de volta com seu mais recente trabalho "Taste The Secret", que talvez seja o indie mais consistente do ano. De excelente produção e letras hilárias, esse álbum com certeza vai estar nos play lists de muito ouvinte.

Porém se você perdeu a época do hip hop dos anos 80; se a sua noção de hip hop começou com Dr. Dre's "The Chronic", Notorious BIG's "Ready To Die", Wu-Tang Clan's "Enter The 36 Chambers", esqueça! Se De La Soul, Leaders Of The New School, Jungle Brothers, e os primeiros trabalhos do Pharcyde não estão encrostados em seu subconsciente, esqueça!. Se 50 Cent, Ludacris e J-Z são os melhores rappers para você, esqueça! Se o que te importa é falar sobre bens materiais, violência e sexismo, então esqueça!

Bem, só nessa já eliminamos uns 75% dos ouvintes de hip hop. Apesar de não haver nada de errado em ouvir e gostar dos artistas acima citados, pois todos tem uma produção de se tirar o chapéu (exceto 50, Ludacris, Gay-Z e cia. na opinião do Morte Súbita). Porém se você faz parte dos 25% restantes, PARABÉNS! Você faz parte da elite que realmente sabe o que escuta, e absolutamente gostará de ouvir o novo álbum. Uma das músicas que mais chama atenção é Rio de Janeiro , como o próprio nome ja diz. tem muito sample brasileiro, muita criatividade.

VEJA CLIPE AOVIVO - clique neste link http://www.realhiphop.com.br/videos/ugly-live.wmv

Quem não tem speedy pra ver o clipe pode tentar ver na discada mesmo, espera carregar a barra inteira do Media Player que depois que carregar fica legal. Morte Súbita recomenda aos puxadores de mp3 de plantão que puxem "todas" as músicas desses caras, porque são loucas.

Agradeço a Deejay Magoo colunista do Real Hip Hop pela excelente matéria.

segunda-feira, junho 06, 2005

Snoop Dogg organiza evento pela "paz" entre rappers

O cantor Snoop Dogg resolveu ir contra a maré. Em um momento em que os rappers dos EUA andam se xingando, brigando, se acusando, roubando músicas dos outros, ele promoveu um evento pela paz no movimento hip hop.

"Eu senti que devíamos nos juntar como um, nos organizar, unificar e começar a fazer discos uns com os outros, por uma causa", declarou ao Dotmusic.

"Chamei qualquer um que pensava que tinha um problema comigo, agora ou no passado, e disse que não quero nenhum problema", completou.

Um dos exemplos de integração dados por Dogg foi a turnê que fez com The Game: os dois cresceram em gangues rivais de Los Angeles. Vale lembrar que The Game está há meses se atracando com 50 Cent. Será que agora muda?
Snoop

Einstein

Dá um ligo nessa frase e ve se não é verdade mesmo!!!

Einstein

É mano, quando esse cara fala é melhor a gente ouvir né?

Se o mundo inteiro pudesse me ouvir

Esse som aqui é pros fdp que ficam falando que RAP só fala de violência, drogas, etc...
Pra esse bando de vagabundo que critica sem conhecer o nosso movimento eu só tenho a dizer: Quisera eu que todas as músicas nacionais "boas" (axé, pagode, sertanejo, forró) falassem de drogas e violência como essa música...

Filosofia de Rua
Se o Mundo Inteiro Pudesse me Ouvir

Nosso espaço é reduzido, é resumido, não sei o motivo
Por que será que fazem isso?...
Somente o que quero e espero é conseguir
Na minha vida o que sempre quis

Ver a música que é desconhecida ser um pouco mais difundida
Porque ela só chega até uma minoria, que covardia
Não querem que mostremos a verdade do dia a dia
Falam que nossa mensagem é muito agressiva

Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
Eu falaria, gritaria, para todo mundo refletir
A informação não pode ficar escondida
Conhecimento bem aproveitado é fonte de vida

A vida é um dom divino que ninguém deve tirar
Para continuar vivendo estou exercendo meu direito de cantar
A música traz o encanto e eu trago meu canto pra te dizer
Uma mensagem de coragem e força pra viver

Viver intensamente, observar o mundo
Plantar uma semente de união a cada segundo
Juntar minhas palavras com as suas
Com o ritmo e a poesia revelar a filosofia das ruas

Nas ruas aprendi que tenho algo a dizer
Você está convidado, venha ver pra crer
O momento é agora, o lugar é aqui
Ah, se o mundo inteiro pudesse me ouvir

Refrão

Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
"Tenho muito pra contar"...
Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
"Dizer que aprendi"...

Pediria pro presidente ajudar nossa gente
O Brasil tá passando fome o nordeste está com sede
Pediria pras pessoas serem mais humanas
Deixar o orgulho de lado e ajudar quem está precisando

Não pensar só com a cabeça mas também com o coração
Estender a mão, ajudar seu semelhante
Deus gostaria de te ver ajudando
Semelhante com semelhante, aprendendo e ensinado

Pois o homem que esquece que é um ser humano
Precisa de exemplos, pessoas que estão lutando
Um exemplo é o Betinho, um grande homem
Campanha da cidadania contra fome

"Aonde comem um, dois também comem"...
Ia pedir pra nunca mais haver a guerra
E que as armas, sim, é que fossem pra debaixo da terra

Bom seria se a fome fosse tão gostosa
Quanto a sensação que se tem, depois de comer
Infelizmente isso não, não, não é verdade
E a miséria impera em qualquer canto da cidade

Temos que nos unir, temos que nos ajudar
"Temos na esperança que algo vai mudar"...
Filosofia de Rua não para por aí
Ah, se o mundo inteiro pudesse me ouvir

Refrão

Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
"Tenho muito pra contar"...
Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
"Dizer que aprendi"...

Dizer que aprendi a não ser enganado
Dizer que aprendi ser aprovado e não reprovado
Dizer que aprendi a respeitar e ser respeitado
Dizer que aprendi que só a voz do coração pode fazer o mundo inteiro me ouvir

Tenho muito pra contar, passar o que vivi
Experiências são boas para se trocar, aí
Aprendi que a Bíblia é o melhor livro do mundo
Deve-se avaliar o produto, não pelo rótulo, mas sim, pelo conteúdo

O que importa é qualidade, não quantidade
De intenções, de ações e de bondade
Que seus sonhos sejam iguais aos meus
E que a realidade nos aproxime mais e mais de Deus

Pois a todo instante vamos ficando mais distantes
Façamos da canção uma constante
Nos levando em frente no caminho certo
Pra termos a certeza que "Deus está por perto"...

Vamos deixar as diferenças de lado
Lembrando que é preciso amar pra ser amado
Agora é a hora nossas vozes devem se juntar
Pra espantar o mal, é hora, vamos cantar

Quero cantar, expressar meus sentimentos
Quero cantar, mostrar o som que vem de dentro
Quero cantar, dizer que aprendi
Quero can-tar!

Ah, se o mundo inteiro pudesse me ouvir...

Refrão

Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
"Tenho muito pra contar"...
Se o mundo inteiro pudesse me ouvir
"Dizer que aprendi"...

Eu falo nesse pequeno espaço
E não, e não é fácil obter um bom resultado
Não sei se isso vai chegar aonde quero
Mais espero que chegue a algum lugar

Ah, e que seus sonhos sejam iguais aos meus...